Uma terra marcada pelo garimpo
O povo conta que, há poucas décadas, pesados sacos de dinheiro eram arrastados por garimpeiros pelas ruas de Boa Vista
Matéria publicada na edição 184 (Agosto/2007) de Terra
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1752 é o ano em que tem início a construção do Forte de São Joaquim, origem da futura capital, Boa Vista. Menos de cem anos mais tarde, em 1835, o naturalista alemão Robert Schomburgk, a serviço da Coroa britânica, percorre a região fronteiriça entre o Brasil e a Guiana e relata aos ingleses as riquezas minerais da área. Segue uma disputa entre Inglaterra e Portugal, culminando, em 1904, na perda de 19 mil quilômetros quadrados de terras brasileiras para a Guiana.
1930 é quando começam a chegar garimpeiros nos arredores da Serra do Tepequém, porção norte do estado, em busca de diamantes. Até os anos 1950, cerca de 5 mil homens se aglomeram na Vila do Cabo Sobral, a principal do lugar. Antes disso, porém, em 1943, Getúlio Vargas determina a separação da atual área de Roraima do estado do Amazonas, chamando a nova faixa de Território Federal do Rio Branco. Em 1962 o nome muda para Roraima.
1975 marca a implantação do Projeto Radam, do governo federal, que faz um levantamento do solo brasileiro a partir de imagens geradas por radar, revelando em Roraima grandes jazidas de ouro, diamante, cassiterita e urânio. Como conseqüência, milhares de imigrantes - grande parte, nordestinos vindos de garimpos no vizinho Pará - provocam um enorme aumento populacional no estado.
1988 é o ano da promulgação da nova Constituição Federal, que transforma Roraima em estado. A situação é de conflito iminente entre índios e garimpeiros. Tem início uma pressão internacional pela proteção aos indígenas. Até os anos 1990, o fluxo de pequenos aviões carregados de pedras preciosas entre a área Ianomâmi e Boa Vista é comparável ao de grandes aeroportos.
1992 é o ano da Operação Selva Livre, deflagrada pelo governo Collor, que retirou mais de 2 mil garimpeiros da área Ianomâmi. No ano seguinte, um grupo de 12 homens é acusado de assassinar 22 índios em Haximu, na região da Serra Parima. Em 1997, uma operação semelhante - orçada em 6 milhões de dólares - retira mais 750 garimpeiros dessa mesma área indígena.
2005 assinala a homologação da Terra Indígena Raposa/ Serra do Sol, após vários imbróglios judiciais e momentos de tensão. No ano anterior, cerca de 500 índios haviam armado uma barreira para impedir a entrada de garimpeiros na área. Acreditase que existam cerca de 15 mil garimpos na Amazônia, muitos deles em situação totalmente irregular, dentro de zonas de proteção ambiental.
Veja mais em RORAIMA
1930 é quando começam a chegar garimpeiros nos arredores da Serra do Tepequém, porção norte do estado, em busca de diamantes. Até os anos 1950, cerca de 5 mil homens se aglomeram na Vila do Cabo Sobral, a principal do lugar. Antes disso, porém, em 1943, Getúlio Vargas determina a separação da atual área de Roraima do estado do Amazonas, chamando a nova faixa de Território Federal do Rio Branco. Em 1962 o nome muda para Roraima.
1975 marca a implantação do Projeto Radam, do governo federal, que faz um levantamento do solo brasileiro a partir de imagens geradas por radar, revelando em Roraima grandes jazidas de ouro, diamante, cassiterita e urânio. Como conseqüência, milhares de imigrantes - grande parte, nordestinos vindos de garimpos no vizinho Pará - provocam um enorme aumento populacional no estado.
1988 é o ano da promulgação da nova Constituição Federal, que transforma Roraima em estado. A situação é de conflito iminente entre índios e garimpeiros. Tem início uma pressão internacional pela proteção aos indígenas. Até os anos 1990, o fluxo de pequenos aviões carregados de pedras preciosas entre a área Ianomâmi e Boa Vista é comparável ao de grandes aeroportos.
1992 é o ano da Operação Selva Livre, deflagrada pelo governo Collor, que retirou mais de 2 mil garimpeiros da área Ianomâmi. No ano seguinte, um grupo de 12 homens é acusado de assassinar 22 índios em Haximu, na região da Serra Parima. Em 1997, uma operação semelhante - orçada em 6 milhões de dólares - retira mais 750 garimpeiros dessa mesma área indígena.
2005 assinala a homologação da Terra Indígena Raposa/ Serra do Sol, após vários imbróglios judiciais e momentos de tensão. No ano anterior, cerca de 500 índios haviam armado uma barreira para impedir a entrada de garimpeiros na área. Acreditase que existam cerca de 15 mil garimpos na Amazônia, muitos deles em situação totalmente irregular, dentro de zonas de proteção ambiental.
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